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Este post espaço de trocas é um lugar para podermos partilhar o que vem pela frente, uma nova criação da Balangandança Cia. Aqui vamos dividir com o público registros variados dos integrantes da Cia. Acompanhe!

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Relatos sobre a segunda etapa do projeto Presente! vaivém do tempo

por Isabel R. Monteiro

Durante este etapa do trabalho, no nosso trabalho prático realizado em estúdio, aprofundamos a pesquisa que busca relacionar os elementos da natureza com o nosso corpo. Nesse sentido, fizemos diversos laboratórios de investigação para sensibilizar as nossas estruturas e sistemas corporais (estrutura óssea, muscular, sistema respiratório, circulatório, etc) na relação com as qualidades dos elementos da natureza (pedra, água, ar, etc). Esse tipo de relação também deu espaço para um mergulho imaginativo e ideias de cenários, e construções de espaços imaginários e simbólicos começaram a aparecer.

Alguns elementos da natureza passaram a fazer parte dos nossos ensaios, e tivemos a oportunidade de construir algo com eles. Fiz um móbile de bambu, folhas e linhas e pude entender que a estrutura mesma do móbile tem muita relação com a qualidade de movimento que venho investigando – movimentos pendulares, de equilíbrio e desequilíbrio, com relação ao ar e ao vento.

Além das nossas atividades dentro da sala de ensaio, revisitamos as crianças guarani da aldeia Krukutu. Foi emocionante observar o crescimento delas e atestar a existência e permanência de algum tipo vínculo que foi estabelecido nas nossas visitas anteriores. Construímos cataventos com elas e o estado e o colorido criado a partir do movimento dos cataventos no espaço (as corridas, arranques de bicicleta para que o vento fizesse o catavento girar) foi também uma experiência estética, uma espécie de acontecimento artístico.

Também retomamos o contato com as crianças de Picinguaba, litoral de SP, agora dentro do contexto escolar. Decidimos por ministra em conjunto, com todos integrantes do grupo, uma oficina que se deteve no mesmo tipo de investigação que estamos desenvolvendo nos nossos ensaios. Foi inspirador observar as reverberações das nossas propostas nos corpos das crianças, que se apresentaram muito disponíveis e alegres em mover o corpo a partir dos nossos estímulos. Também foi importante entender e observar a naturalidade com que aquelas crianças lidaram com as nossas propostas e referências à natureza. Assim, tinham muito próximo do corpo a movimentação da água, por exemplo, e tinham gestos bastante expressivos para exemplificar essa movimentação. Da mesma forma, os nossos experimentos na praia, também ficaram muito mais recheados de sensação pois estávamos imersos num ambiente natural, com seus riquezas sensoriais, riscos e surpresas.

Agora, voltando aos nossos ensaios no estúdio, rumo à construção de uma nova obra artística, sinto que estamos integrando as várias camadas da nossa pesquisa que tem acontecido dentro e fora do estúdio, mas também dentro e fora do corpo. Além disso, começamos a vislumbrar ações, jogos e estados que nos colocam mais em relação uns aos outros e vislumbro que iniciamos a construção de situações mais coletivas. Empolgada e alimentada com todo esse processo, o meu desejo é de mergulhar mais e mais em tudo o que pesquisamos para reviver e sedimentar o que ficou de importante nesse percurso. E assim, começar a construir estruturas para o nosso novo trabalho artístico.

por Clara Gouvêa

Picinguaba

Este segundo encontro, primeiro deste projeto, com as crianças de Picinguaba, vila caiçara em Ubatuba (SP), foi de novo com muita intensidade. Desta vez escolhemos aproximar as relações com a escola estadual Ibêre Ananias. O nosso exercício foi encontra maneiras de compartilhar criativamente com as crianças o processo que estamos vivendo. Passeamos pelos os elementos (água, pedra, galho, vento) no corpo/movimento, na memória e na imagem e na última parte da oficina oferecemos as crianças uma proposta de composição e construção com materiais da natureza (folhas, galhos, gravetos, pedrinhas, cipó, etc.) que nós levamos e de materiais que estavam na escola. A água iniciou o caminho da vivencia/oficina. Onde está a água no planeta? E mais perto de você? E logo uma criança apontou o mar que conseguíamos ouvir do pátio da escola, o mar que está na frente e tanto faz parte da vida deles. E como a água se movimenta? Pelo vento, pela a lua…as marés…e aí faz a onda que cresce e faz um buraco e quebra na areia, tudo isto com movimentos destas imagens no corpo. A água virou brincadeira/dança de escorrer pelo chão, escorrer rápido, escorrer entre eles, às vezes juntos, às vezes sozinhos, redemoinhos, vários meninos fazendo redemoinhos (giros no chão). As crianças dançaram a imagem/sensação/memória das ondas que vão até as pedras. E as pedras levaram o corpo para imagens de quietude, equilíbrio, agrupamentos, colocação no espaço, apoios, as pedras “falaram” entre elas. E então o “galho”, o Alan fez sua dança de galho enquanto as “pedras” observavam.

Na primeira turma que fizemos a oficina, crianças de 05 a 08 anos, um grupo de meninas dançaram comigo o “galho” enquanto Samira, uma aluna, ia falando as mudanças das imagens, esta narrativa foi feita por ela de maneira espontânea. Corpo/Movimento e palavra juntos. E então dos galhos formamos uma árvore, que balançou com o vento, que quebrou um galho, e depois foi atingida por um raio, mas que brotou de novo, que alguns galhos apodreceram, assim Samira foi mudando no corpo os estados de galho. E ventou…ventamos juntos…e sentamos numa roda e então apresentamos os materiais para eles. E então construir, compor no espaço com os materiais da natureza. Destas construções saíram coisas pequenas, cabanas grandes, cabanas que desmontaram e foram reconstruídas, pequenas composições com equilíbrios de folhas, galhos e pedras, etc. As crianças estavam envolvidas em encontrar aquilo que estava sendo construído e que se mostrava a elas ao fazer. Universos do grande e do pequeno encheram nossos olhos e nossa imaginação. Para mim como intérprete e criadora estar com as crianças alinhou escolhas e caminhos da nossa pesquisa. Abriu mais e mais as possibilidades do imaginário no corpo e na dança.

por Ciro Godoy

A Natureza que é origem, matéria, espaço e movimento. A criança sujeito, agente transformador e criativo, que investiga e explora o ambiente e seus elementos e transcreve no corpo e no movimento tudo que está ao seu redor, estando sempre em relação e presente no que faz e experimenta. Os elementos da Natureza (água, terra, ar, fogo) sendo síntese e potência disso tudo no corpo/estado presente do bailarino pesquisador, que nesta etapa do projeto pode mergulhar em diferentes experiências para criação da nova obra de dança para crianças. Diferentes tipos de vivências/pesquisas de campo com os índios na Aldeia Krukutu em Parelheiros, Crianças da vila de pescadores em Picinguaba e a relação direta com matérias e elementos da natureza (galhos, sementes, pedras, folhas, etc.), serviram  de disparadores e nortearam nossa criação até o momento, onde estamos investigando, no corpo e no movimento como isso se apresenta em Dança e jogo cênico, alimentando imagens poéticas e composições para o novo espetáculo.

por Alan Scherk

Começo por assim dizer, ao meu perceber, que é o tempo de experimentação das coisas todas que tem sido o elemento base de criação. E que permite a outros elementos se comunicarem com os corpos dançantes, parecendo ir ficando mais audíveis a imaginação a cada encontro.

Ir e voltar do espaço concentrado do estúdio (asséptico, seco, controlado) aos espaços-corpos múltiplos (de naturezas abertas, úmidas, e de sistemas orgânicos em movimento), tem ajudado a misturar esses elementos para a criação do trabalho, que ainda não sabemos bem o que será.

Gostaria de registrar também que tem ficado mais perceptível à quantidade pessoas e coisas envolvidas que fazem parte da criação, que trabalham em caminhos paralelos e complementares e podem acessar e partilhar deste processo, e isso tem sido algo de precioso neste projeto.

por Alexandre Medeiros

Começo esse relato com uma pergunta que me faço a cada vez nos ensaios, nesse processo criativo de um novo trabalho.

O que me leva a investigar, investir no movimento, buscar aquilo que me impulsiona imaginativamente, me preenche pela sensorialidade, pela emoção, pelas qualidades cinéticas e afetivamente no encontro com minhas memórias, com aquilo que vai se dando a ver no espaço e na relação com os parceiros em dança.

E os caminhos para que essa expressão aconteça no espaço tem a ver com o material sobre o qual estamos nos debruçando, ou seja, os elementos da Natureza, o Brincar, o encontro e o convívio com as crianças guaranis da aldeia Krukutu e com as crianças da vila caiçara de Picinguaba em Ubatuba, numa junção também com nossas histórias e memórias individuais e coletivas de situações que fazem ou fizeram parte da vida de cada um.

Assim, as mãos esquadrinham o espaço, avançam, medem o chão e o próprio corpo; forjam a imageticamente a árvore em queda por todas as direções. Assim o corpo sente, se desloca, colocando-se em outras relações corporais e espaciais; em um caminho sinuoso, rios no corpo, riachos, córregos, torrentes de água que desabam das nuvens e a própria nuvem que movimenta o céu e que apresenta o vento; o vento sobe em espirais pela coluna, produzindo um redemoinho que lança as folhas para cima e que agita e dispersa as águas.

O que te faz mover a partir de uma palavra, pela imagem e sensações do corpo? Para onde, ou desde que lugar essa pesquisa leva o desenvolvimento do movimento para o lúdico, para a brincadeira?

Natureza corpo, o corpo como elemento, a imaginação como elemento, a natureza de corpo material e sensório enraizado no corpo carnal, também matéria e corpo sensório, corpo sentidos, sentimentos e faculdades.

Esse apanhado de semelhança desarrazoada se encontra no corpo que no caminho busca suas pedras, que se constituem em fundação, erigindo daí suas paredes, construindo sua casa.

Pedra, papel, tesoura.

Paralelepípedo.

Pirâmide.

Sarcófago.

Titãs.

Terremoto.

Kriptonita.

Pedra no lago.

Caverna.

Desenho nas paredes.

Risco no chão.

O movimento pela imagem trouxe a sensação do espaço dentro do corpo. Brincar me põe vivo no encontro com o que me move e nas relações com os parceiros. O que a palavra oferece de imagens e como ela vira sensação e como ela vira minha dança… a sensação também cria uma imagem, mas como ela em seu desenvolvimento gera outras danças… se transforma em brincadeira…

É preciso um enraizamento na imagem. Onde está a imagem para além da imagem representada como movimento… o movimento não é necessariamente o espelho da palavra mesma… como buscar as aberturas nelas, as imagens para além delas; onde a gente reconhece essas imagens em nosso corpo?

Quando algo é tratado no corpo, a coisa em si não precisa ser identificada com ela mesma, com sua materialidade concreta… aquilo que é tratado traz o elemento do concreto e traz aquilo que está além dele.

Pedra – Significado

substantivo feminino

Corpo duro, sólido, da natureza rochosa geralmente usada em construções. Calhau, seixo ou outro corpo sólido da mesma natureza.[Medicina] Concreção que se forma em certos órgãos do corpo (bexiga, rins, vesícula biliar etc.); cálculo, litíase. [Figurado] Algo ou alguém duro; insensível: coração de pedra. [Figurado] Alguém ignorante, desprovido de inteligência; burro. [Botânica] Dureza que se encontra em alguns frutos. Precipitação atmosférica formada por glóbulos pequenos de gele, gotas de água congelada; granizo. Peça nos jogos de tabuleiro (dama, gamão etc.).Quadro escolar; lousa. Expressão Pedra de afiar ou amolar. Arenito duro usado para afiar ferramentas cortantes; rebolo, esmeril. Pedra de ara. Pedra de altar. Pedra angular ou pedra fundamental. Marco inicial de uma construção, que é costume lançar-se solenemente, e que, em geral, encerra medalhas ou documentos comemorativos. Pedra britada. Pedra quebrada, pequena. [Figurado] Pedra de escândalo. Pessoa ou coisa que é motivo de murmuração, de escândalo, de discórdia. Pedra filosofal. Substância procurada pelos alquimistas da Idade Média, e que, segundo acreditavam, poderia transformar em ouro os metais vis, e curar ou remoçar o corpo humano; elixir; coisa preciosa, milagrosa, mas difícil ou impossível de encontrar. Pedra fina ou semipreciosa. Gema não preciosa (como a ametista, a granada, a água-marinha, o topázio) usada em joalheria. Pedra de fogo ou de isqueiro. Sílex muito duro, que produz centelhas quando atritado; pederneira. Pedra lascada, pedra polida. Diz-se das épocas pré-históricas em que os instrumentos usados pelo homem eram constituídos por pedras apenas lascadas, ou já polidas.[Figurado] No tempo da pedra lascada. Tempo remoto, muito antigo. Pedra litográfica. Carbonato de cálcio, de porosidade finíssima, em que se pode gravar com tinta gorda um texto, ou desenho, para dele se tirarem várias cópias. Pedra preciosa. Mineral duro, transparente ou translúcido, às vezes opaco, raro, de alto valor, e usado em joalheria e indústria. Etimologia (origem da palavra pedra): do latim petra.

Sinônimos de Pedra

Pedra é sinônimo de: calhaupedregulhoreboseixopederneiragranizocálculolitíase

Definição de Pedra

Classe gramatical: Substantivo feminimo

Flexão do verbo na 2ª pessoa do singular do Imperativo Afirmativo, 3ª pessoa do singular Presente do Indicativo

Separação silábica: pe-dra

Plural: pedras

Fonte: https://www.dicio.com.br/pedra/

o que é próprio ao vínculo?

por Alexandre Medeiros

Começo a escrever esse breve relato sobre a primeira etapa do projeto “presente! vaivém do tempo” partindo de uma questão: o que nos vincula uns aos outros? Essa pergunta e desejo de investigação está contida no projeto como proposta.

Dito isto, parto da ideia de que aquilo que nos vincula a algo é o modo como somos afetados por ela. Por afeto tomo aqui, as emoções e sentimentos no momento mesmo das interações que podem acontecer com as crianças quando estamos com elas, seja em um momento de aula/oficina/pesquisa em alguma comunidade/instituição, seja em um momento de interatividade em um trabalho cênico da Cia. Ser afetado por algo ou alguém é também um modo de estar em relação àquilo que nos toca, assim, por afeto entendo tudo aquilo para o qual o corpo é chamado a responder, nesse sentido é a relação incessante de nosso corpo com outros corpos e quaisquer relações que daí se possa estabelecer.

Assim, falar sobre o vínculo é também dizer sobre aquilo de que nos aproximamos ou distanciamos, tem a ver com estar presente e envolver-se situacionalmente com o que nos convoca. Quando estamos atuando/dançando cria-se um espaço dentro do tempo que nos remete à vivência do tempo como experiência, é o mesmo tempo da experiência vivida no brincar ou no jogar, por exemplo. Tal modo de viver o tempo abre um espaço dentro da obra que é o da possibilidade de experimentar e ativar nossa faculdade imaginativa e é nessa possibilidade de encontro no qual a faculdade imaginativa está aberta que podemos nos vincular uns aos outros e ter a experiência conjunta de estarmos vivendo um tempo comum; é uma experiência única e comum que nos vincula uns ao outros.

O mesmo pode ocorrer em uma oficina ou em um encontro com crianças e adultos a que nos propomos, pois está implicado aí a possibilidade de abertura para viver e partilhar das experiências comumente. É esse estado/qualidade de abertura para estar presente e colocar-se integralmente em relação ao que nos convoca que faz com que o vínculo também aconteça de maneira mais ou menos intensa. Já as intensidades dos vínculos é aquilo que nos move em sua direção ou nos distanciam.

Entendendo aqui a aproximação e a distância também como relações espaciais entre os corpos; com isso nossa experiência subjetiva daquilo que lemos nas relações também se dá a ver de modo espacial no mundo objetivo… sem querer concluir, fico pensando que àquilo a que nos vinculamos tem suas raízes nos afetos, nas relações espaciais que aproximam ou distam e suas reverberações no campo das relações humanas…

Palavras depois da apresentação do espetáculo “Ninhos” – performance para grandes pequenos em Triunfo – PE. Junho de 2017.

por Clara Gouvêa

“Ninhos” fala sobre afetos. Voar pelo Brasil e sentir a abertura de cada grupo de crianças e adultos que encontramos, diz muito sobre nosso povo que é muitos povos. Em Triunfo já vendo as crianças brincando na praça, sentia a abertura delas para o “voo”. Uso a palavra voo entre aspas como sinônimo de abertura para o mundo. “Ninhos” tem toco, tem toque, tem pele, tem bico, tem mão, pata, abraço. Tem o acolhimento do encontro. Tem o jogo dos intérpretes de transitar nas imagens, na música e dança, nas brincadeiras, no voo, no lugar de descanso, na observação das coisas grandes e das coisas pequenas. Quando sinto que estou “porosa”, aberta e viva, aí estou em “Ninhos”. Dá tempo de voar e aquietar um pouco. Tem tempo de suspender o Tempo e o Silêncio.

Materialidades

por Alexandre Medeiros

Entrar na água. Mergulhar, flutuar, brincar com a densidade do movimento dentro da água. Estar molhado. Ter frio e calor. Corpo arrastando na água e na areia. Flutuar na onda e esconder-se quando ela sobe e desce. Aproveitar a onda para ir saindo do mar como um bicho/peixe/jacaré/monstro. Sair do mar. Correr, girar com os braços abertos. Grandes e pequenos círculos. Galhos. Equilíbrio de galhos nas mãos ao caminhar e correr. Galhos espetados na areia…

Pedra, pedra esconderijo, pedra casa, pedra monumento, pedra abrigo, pedras enormes. Texturas ásperas, alturas, calor e frio. Paredões de pedras. Chapadas. Cores ocres, avermelhadas, precipícios, espaços a perder de vista.

Quedas d’águas. A força da queda. O vento, o estrondo, medo e coragem. Limites que o espaço nos oferece. O fascínio que as quedas d’água nos causam. O frio gélido das águas de cachoeiras, o frio suportável das águas, o prazer com o frio da água e com o calor do Sol. O som das águas em seu fluxo.

Aquilo que figura imenso.

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“Presente! vaivém do tempo”, projeto contemplado pela 21ª edição do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo em 2016.

 

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Neste ano tivemos a oportunidade de realizar o 6º Fórum “forinho”, e pudemos contar com a participação das pesquisadoras Adriana Friedmann, Jussara Miller e Florencia Delgado. Tal proposta foi possível de ser realizada dentro do projeto “Presente! vaivém do tempo”  viabilizado na 21ª edição do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

O evento foi realizado no Itaú Cultural no dia 28 de março deste ano e agora está disponível para o acesso público, bem como os textos produzidos pelas palestrantes que podem ser encontrados nos links abaixo:

Textos: “As camadas profundas do brincar” – Adriana Friedmann –https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOZmlOVXNGcm5TMzA

“Improvisação: impulsos em um processo criador” – Jussara Miller –https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOUnVKWHpNUmJqMlU

“Habilitar para habitar la experiencia del cuerpo”  – Florencia Delgado – https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOWGY1RThDdnhyYWc

Todo material dos Fóruns anteriores podem ser acessados em https://dancaemjogo.wordpress.com/forum/

Compartilhe!

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Amanhã é o dia do 6º “forinho”, venha fazer parte das discussões e compartilhar questões sobre arte, educação e cultura! Um evento que começas as 15h com a palestra  Caminhos da Pesquisa: a Dança em Jogo, promovida pela Balangandança Cia. e logo depois às 18h30 a Mesa de debates com Adriana Friedmann, Jussara Miller e Florencia Delgado, a mediação é de Georgia Lengos.

Acesse os textos das palestrantes:

Textos: “As camadas profundas do brincar” – Adriana Friedmann –https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOZmlOVXNGcm5TMzA

“Improvisação: impulsos em um processo criador” – Jussara Miller –https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOUnVKWHpNUmJqMlU

“Habilitar para habitar la experiencia del cuerpo”  – Florencia Delgado – https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOWGY1RThDdnhyYWc

flyer forinho - itaú completo

Neste mês de março damos continuidade às ações de 20 anos da Cia. pelo projeto “Presente! vaivém do tempo”, realizando a sexta edição do Fórum “forinho”- o Brincar, a improvisação e a Dança, no Itaú Cultural, dia 28 de março –  itaucultural – agenda – VI forinho – o Brincar, a Improvisação e a dança para crianças.

Venha participar da programação que começa às 15h com a PalestraCaminhos da Pesquisa: a Dança em Jogo” , em que  vamos conversar sobre o olhar e a escuta da/pela criança permeando processos criativos e transformadores da linguagem artística da Balangandança Cia., e logo depois às 19h realizaremos a Mesa de debates, que neste ano contará com a presença de Adriana Friedmann (pesquisadora das temáticas da infância e de suas linguagens expressivas) que abordará o tema Brincar, com Jussara Miller  (bailarina, coreógrafa e educadora) que falará sobre a Improvisação e Florencia Delgado  (bailarina, criadora e gestora em dança contemporânea no Uruguai) falará sobre a Dança. A mediação ficará a cargo de Georgia Lengos, diretora da Balangandança Cia.

Acesse os textos norteadores das falas das palestrantes:

Textos: “As camadas profundas do brincar” – Adriana Friedmann –https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOZmlOVXNGcm5TMzA

“Improvisação: impulsos em um processo criador” – Jussara Miller –https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOUnVKWHpNUmJqMlU

“Habilitar para habitar la experiencia del cuerpo”  – Florencia Delgado – https://drive.google.com/open?id=0B4VNiWWr2iHOWGY1RThDdnhyYWc

E ainda, venha participar da oficina “De pés para o ar” dias 25 e 26 às 14h e assistir “ninhos”- performance para grandes pequenos às 16h.

flyer forinho - itaú completo

 

 

 

Forinho logo 4 edição

5º Fórum “forinho”: o Brincar, a Improvisação e a Dança, foi realizado no dia 27 de outubro de 2015 no Itaú Cultural (Instituição parceira desde a primeira edição). Essa ação fez parte do projetoCabeceiras: onde nascem os rios e repousam as cabeças”, contemplado pelo XVIII Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. O 5º Fórum MESA, teve como convidados especiais para falar e discutir sobre os temas propostos as pesquisadoras Lidia Hortélio (Salvador/BA), Dudude Hermann (Belo Horizonte/MG) e Andréa Fraga (São Paulo, SP), a mediação foi de Georgia Lengos / Balangandança Cia.

Acreditando na  importância de realizar pontes entre a teoria e a prática e fomentar espaços de diálogos junto aos profissionais da arte, cultura, infância e educação, disponibilizamos o vídeo do evento. Acesse.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

V FORINHO LOGO 1

logos cabeceiras

O ano de 2015 foi para a Balangandança Cia. de muita aprendizagem, aprofundamentos em reflexões filosóficas sobre arte, infância, liberdade e política; igualmente, um ano em que tivemos contato com crianças indígenas da aldeia Krukutu e crianças caiçaras da comunidade de Picinguaba. Esses encontros com crianças e adultos nos abriram horizontes e questionamentos de raízes culturais, socioeconômicas, imaginárias e mnemônicas. Além daquelas relacionadas ao movimento no contato com o meio ambiente e suas reverberações espaço temporais.

Desse modo, o projeto Cabeceiras” vem seguindo seu curso e propósito, ou seja, ser fonte de novos questionamentos e rumos a seguir na pesquisa em dança contemporânea para/com crianças.

Desejamos poder compartilhar ainda mais dos frutos deste projeto em 2016, haja visto que em 2015 aconteceram a quinta edição Fórum “forinho: o Brincar, a Improvisação e a Dança”, tendo à Mesa de falas e discussões, pesquisadores como Lydia Hortélio, Dudude Hermann e Andréa Fraga; a palestra “Caminhos da Pesquisa” – o olhar e a escuta da/pela criança permeando processos criativos e transformadores da linguagem artística da Balangandança Cia. e os processos vividos com o Forinho Extensões, três oficinas abertas ao público, promovendo encontros com os pesquisadores Gandhy Piorski Aires, Dudude Hermann e Fernando Milton de Almeida.

Agora estamos na fase final do projeto, percorrendo um leito caudaloso donde se anuncia a imensidão.

O convite para compartilhar pensamentos e dialogar continua aberto. Sempre.

Um ótimo 2016 a todos!

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logos cabeceiras

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